Centro de Referência em Estudos Inquisitoriais Anita Novinsky Pesquisa e Difusão
O Centro de Estudos Inquisitoriais Anita Novinsky, CRIAN, nasceu da intenção da historiadora de manter e difundir as pesquisas nas quais se debruçou ao longo de toda a sua trajetória acadêmica, ampliando as interpretações teóricas sobre o impacto do Tribunal da Inquisição de Portugal na formação da sociedade brasileira, além de sua preocupação em compreender o fenômeno do antissemitismo e suas consequências nos âmbitos institucionais, coletivos e pessoais.
O CRIAN foi idealizado a partir do acervo da historiadora e tem por objetivo reunir interessados em desenvolver investigações sobre a Inquisição e os cristãos novos.
Apesar de parte da produção historiográfica de Anita Novinsky já ser conhecida por historiadores brasileiros e internacionais, o tema ainda é pouco difundido e não faz parte das grades curriculares de muitas escolas e faculdades de História. Novinsky acreditava que a divulgação desses estudos seria imprescindível para a compreensão da História do Brasil, contribuindo também para a luta contra o antissemitismo e a intolerância no país.
Anita Novinsky, ao longo dos últimos trinta anos, manteve um grupo de pesquisadores que aprofundaram e ampliaram essas pesquisas. As coordenadoras desse grupo são responsáveis pela continuidade de seu trabalho e de suas pesquisas por meio do CRIAN.
O Centro tem como objetos de estudo os Tribunais do Santo Ofício da Inquisição Ibérica, seu estabelecimento e dinâmica, e o complexo fenômeno do Marranismo.
O questionamento de Anita Novinsky sobre os cristãos-novos (judeus convertidos ao cristianismo em Espanha, 1492 e em Portugal, 1497) brasileiros ou residentes no Brasil, respondeu a diversas indagações e despertou o interesse de várias áreas, como a filosofia, sociologia, antropologia e a psicanálise. Os profissionais, tanto no Brasil como no exterior, aprofundaram suas análises e muitas obras sobre o assunto têm sido publicadas.
A compreensão efetiva do fenômeno, em sua longa duração, exige a análise atenta de diversos tipos de fontes como relatos, testemunhos, processos inquisitoriais, cadernos do cárcere, visitações inquisitoriais, e uma vasta bibliografia que estimula a formação de uma consciência crítica. Faz-se relevante para os estudos de História do Brasil propor uma nova historiografia e para tanto, é necessário dar continuidade às pesquisas.

